Estudo recente sugere que o jejum periódico é benéfico para a saúde cardiometabólica
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Estudo recente sugere que o jejum periódico é benéfico para a saúde cardiometabólica



Murray, UT (4/03/11) - O jejum tem sido associado a rituais religiosos, dietas ou acções de protesto. Novas evidências reveladas hoje por investigadores do Intermountain Medical Center Heart Institute demonstram que o jejum periódico pode também ser benéfico para sua saúde e para o seu coração.

A equipa relata que o jejum não só reduz o risco de doença coronária e diabetes, como também provoca alterações significativas nos níveis de colesterol no sangue. Tanto a diabetes como colesterol elevado são factores de risco reconhecidos para a doença cardiovascular.

A descoberta dá seguimento a um estudo de 2007 que revelou uma associação favorável entre o jejum e a redução de risco para doença coronária, a principal causa de morte entre homens e mulheres adultos. Neste novo trabalho, o jejum periódico parece reduzir outros factores de risco cardíaco, como os triglicéridos, o peso corporal e os níveis de açúcar no sangue.

Os resultados foram apresentados hoje, Domingo, 3 de Abril, nas sessões científicas anuais do Colégio Americano de Cardiologia a decorrer em New Orleans.

"Estes novos indícios demonstram que a nossa descoberta original não foi um acontecimento fortuito," diz o Dr. Benjamin D. Horne, PhD, MPH, director de epidemiologia e genética cardiovascular no Intermountain Medical Center Heart Institute, e investigador principal do estudo. "A confirmação num novo grupo de pacientes que o jejum está associado a um menor risco para estas doenças levanta questões sobre se o jejum reduz de facto o risco ou se ele simplesmente indica estilo de vida saudável."

Ao contrário da pesquisa anterior da equipa, este novo estudo registou as reacções em mecanismos biológicos do organismo durante o período de jejum. O LDL-C dos participantes (o "mau" colesterol) e o HDL-C ("bom" colesterol) aumentaram (14% e 6%, respectivamente), elevando os níveis de colesterol total, o que apanhou os investigadores de surpresa.

"O jejum provoca fome e stress. Em resposta, o organismo liberta mais colesterol, permitindo-lhe utilizar a gordura como fonte de combustível, em vez de glicose. Isso diminui o número de células gordas no corpo," diz o Dr. Horne. "Isto é importante porque quanto menos células de gordura o corpo tiver, menos provável será experimentar resistência à insulina ou diabetes."

Este estudo recente também confirmou descobertas anteriores sobre os efeitos do jejum na hormona do crescimento (HGH). A HGH trabalha para proteger a massa muscular e o equilíbrio metabólico, uma resposta desencadeada e acelerada pelo jejum. Durante períodos de 24 horas em jejum, a HGH aumentou em média 1300% nas mulheres e quase 2000% nos homens.

Neste ensaio, os investigadores realizaram dois estudos paralelos em mais de 200 indivíduos, pacientes e voluntários saudáveis, recrutados no Intermountain Medical Center. Um outro ensaio clínico de 2011 seguiu outros 30 pacientes que beberam apenas água, sem ingestão de qualquer alimento por um período de 24 horas. Foram também monitorizados numa dieta normal, durante um período de 24 horas adicional. Foram realizados exames ao sangue e retirados dados antropométricos para avaliar todos os factores de risco cardíaco, marcadores de risco metabólico e outros parâmetros gerais de saúde.

Embora os resultados tenham sido surpreendentes para a equipa, ainda é cedo para começar uma dieta de jejum. Serão precisos mais estudos como este para determinar a reacção do corpo ao jejum e os seus efeitos sobre a saúde humana. Dr. Horne acredita que o jejum pode um dia ser prescrito como tratamento para a prevenção da diabetes e doenças cardiovasculares.

Para ajudar a alcançar o objectivo do estudo, a Fundação Deseret aprovou recentemente um novo financiamento para avaliar mais factores de risco no sangue, utilizando amostras armazenadas deste referido ensaio. Os investigadores também irão incluir um estudo adicional de jejum entre os pacientes que foram diagnosticados com doença coronária.

"Estamos muito gratos pelo apoio financeiro da Fundação de Deseret. A organização e os doadores têm tornado estes estudos revolucionários possíveis", acrescentou Horne.

Citação integral do EurekAlert!



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